Ambilog

10.2.06


Um caso preocupante

É um caso de saúde pública. Uma inspecção, levada a cabo em 2004 pelo Ministério do Ambiente, concluiu que mais de metade das Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) não tratam devidamente os esgotos antes de os deitarem ao mar. E pior, na maioria dos casos, a qualidade da água não é controlada, mesmo quando são feitas descargas em zonas balneares.
Os dados são do Ministério do Ambiente revelam que são mais de 70% as ETAR que não cuidam devidamente dos esgotos antes de serem depositados ao mar. E, ainda mais grave, mesmo quando as descargas são feitas em zonas balneares, não há uma política de controlo da qualidade da água.
Os inspectores do Ministério confrontaram-se com uma dura realidade: a maioria das ETAR não faz análises à água. O que quer dizer que não se sabe se as descargas estão ou não contaminadas com bactérias ou microrganismos transmissores de doenças. Ainda por cima, as ETAR que não cumprem as normas de qualidade são as que recebem efluentes industriais que possuem compostos químicos perigosos.
Ao todo, a Inspecção-geral do Ambiente detectou infracções em mais de dois terços das estações de tratamento, que são, regra geral, sobredimensionadas, têm problemas de construção e não têm técnicos qualificados.
O que se sabe é que Portugal está muito longe de cumprir as normas ambientais impostas pela União Europeia.